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Fabricantes comemoram decisão de
taxar calçados chineses
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A
Associação Brasileira das Indústrias
de Calçados (Abicalçados) comemora a
decisão da Câmara de Comércio
Exterior (Camex) de impor o direito
antidumping sobre as importações de
calçados da China. A tarifa vai
vigorar por cinco anos e tem valor
de US$ 13,85 por par. Sobre este
preço, há ainda a TEC de 35% exigida
para importações fora Mercosul. A
decisão foi publicada na sexta-feira
(5) no Diário Oficial da União, por
intermédio da resolução Nº 14, de 3
de março de 2010. |
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O período de setembro a março, em
que a tarifa vigorou
provisoriamente, serviu para
demonstrar a validade de aplicação
desse mecanismo. Segundo Milton
Cardoso, presidente da Abicalcados,
em primeiro lugar não houve, ao
contrário do que afirmavam os
importadores, elevação dos preços e
tão pouco o desabastecimento de
calçado no Brasil. Ainda conforme
ele, ficou confirmada a constatação
de que as importações causavam dano
para a indústria nacional, o que é
determinante na investigação de
dumping.
O dirigente aponta ainda que, a
partir de agora a indústria
brasileira prepara-se para um
período de retomada de crescimento,
inicialmente com a plena ocupação da
capacidade ociosa que ainda se
verifica. Em seguida, acontecerão
novos investimentos para o
fortalecimento do mercado doméstico,
uma vez que diversos projetos
estavam aguardando a confirmação da
medida como definitiva para serem
colocados em execução.
Devido a estas ações, Cardoso
acredita que, no prazo máximo de
dois anos o setor venha a
ultrapassar a marca recorde de 400
mil empregos diretos, apenas nas
fábricas de calçados, com impacto
equivalente em toda a cadeia
produtiva.
Reconhecimento - O presidente da
Abicalcados lembra ainda que deve
ser reconhecido e agradecido o apoio
recebido das entidades coirmãs,
especialmente as da cadeia
produtiva, das lideranças políticas
e empresariais do Brasil e das
empresas que aportaram dados e
informações para instrumentação do
processo.
“Temos ainda que cumprimentar as
autoridades brasileiras pela
criteriosa e irretocável condução do
processo, assim como registrar o
extremo profissionalismo que os
técnicos do DECOM aplicaram a este
processo de investigação, que somou
mais de 40 mil páginas e se
transformou em um dos mais complexos
da história da Defesa Comercial do
Brasil”, aponta o dirigente. |